Na renda fixa, você empresta dinheiro a alguém (o governo, um banco, uma empresa) e combina de antemão como ele será remunerado. No Tesouro Direto, quem pega emprestado é o Tesouro Nacional, o emissor considerado de menor risco do país.
Os três jeitos de render
- Pós-fixado (Tesouro Selic): acompanha a taxa Selic, os juros básicos da economia. Oscila muito pouco e serve bem para reserva de emergência e objetivos de curto prazo. Desde maio de 2026 existe também o Tesouro Reserva, que rende 100% da Selic, sem marcação a mercado e com resgate imediato a qualquer hora (no começo, só por um banco).
- Prefixado: a taxa é fixada na compra (por exemplo, 12% ao ano). Se você levar até o vencimento, recebe exatamente o combinado.
- IPCA+: paga a inflação mais uma taxa fixa. Protege o poder de compra e combina com objetivos longos, como a aposentadoria. Há também versões com juros semestrais e os títulos Educa+ e Renda+, pensados para a educação dos filhos e a renda na aposentadoria.
Marcação a mercado: por que o preço muda
Os títulos prefixados e IPCA+ mudam de preço todos os dias, conforme os juros do mercado sobem ou descem. Se os juros sobem, os títulos que pagam a taxa antiga valem menos; se caem, valem mais. Quem leva o título até o vencimento recebe o combinado, mas quem vende antes recebe o preço do dia, que pode ser maior ou menor. Por isso títulos longos não servem para dinheiro que pode ser preciso antes.
Na prática
Compra-se pelo site ou aplicativo de um banco ou corretora, a partir de poucos reais. O Tesouro recompra os títulos todo dia útil (resgate até as 13h cai no mesmo dia). A B3 cobra 0,20% ao ano de custódia, com isenção no Tesouro Selic até R$ 10 mil. O imposto segue a tabela da renda fixa, que você vê no módulo de imposto de renda.