Antes de escolher um investimento, responda: para que é este dinheiro e quando vou precisar dele? A resposta muda tudo.
- Curto prazo (até 2 anos): a troca do carro, uma viagem, a entrada de um imóvel. Aqui não cabe oscilação: renda fixa de baixo risco com vencimento ou liquidez próxima da data.
- Médio prazo (2 a 5 anos): ainda vale priorizar a renda fixa, de preferência com o vencimento casado com a data do objetivo.
- Longo prazo (mais de 5 anos): aposentadoria, independência financeira. Aqui cabem as classes que oscilam mais e tendem a render mais em muitos anos, como ações, fundos imobiliários e o exterior.
Independência financeira
O objetivo de longo prazo mais comum é chegar a um patrimônio que pague o custo de vida sem depender do trabalho. Uma conta de referência: o patrimônio que, retirando de 3% a 4% ao ano (em valores de hoje), cobre o seu custo anual. Com custo de R$ 6 mil por mês (R$ 72 mil por ano) e retirada de 4%, a meta seria R$ 1,8 milhão; com 3,5%, cerca de R$ 2 milhões. São premissas, não promessas: a taxa segura depende de muitos fatores.