Imprevistos acontecem: perda de emprego, problema de saúde, conserto do carro. A reserva de emergência é o dinheiro separado para eles, para que você não precise se endividar nem vender investimentos de longo prazo na pior hora.
Quanto guardar
Uma referência comum é de 6 a 12 meses do custo de vida essencial (o que você gasta com moradia, mercado, saúde, contas e transporte, não a renda). Quem tem renda instável, como autônomos e empresários, costuma precisar de mais; quem tem estabilidade no emprego pode ficar perto do mínimo. Para quem vive de renda dos investimentos, 12 a 24 meses dão mais folga.
Onde deixar
A reserva precisa de três coisas, nesta ordem: segurança, liquidez (sacar rápido, sem perda) e só depois rendimento. Servem aplicações de baixo risco com resgate no mesmo dia ou no dia seguinte, sem oscilar de preço no curto prazo, como o Tesouro Selic ou um CDB de liquidez diária de um banco sólido, dentro da garantia do FGC.
Ações, fundos imobiliários e títulos longos não são lugar para reserva: o preço oscila, e a emergência pode chegar justo numa queda.
Monte aos poucos
Se ainda não tem reserva, comece por ela. Pode montar aos poucos, todo mês, e só depois passar a investir pensando no longo prazo.