Num fundo de investimento, um gestor profissional decide onde aplicar o dinheiro de todos os cotistas. Há fundos de renda fixa, de ações, multimercados e outros. Em troca da gestão, o fundo cobra taxa de administração e, às vezes, de performance.
O que olhar
- A taxa: é cobrada todo ano, ganhe ou perca. Um fundo de renda fixa com taxa alta dificilmente vale mais que um título comprado direto.
- O histórico comparado ao índice certo (CDI, Ibovespa) em vários anos, descontadas as taxas.
- O prazo de resgate: alguns fundos levam dias ou semanas para devolver o dinheiro.
Come-cotas
Nos fundos de renda fixa e multimercados, o imposto é antecipado duas vezes por ano, no fim de maio e de novembro, recolhendo cotas: 15% nos fundos de longo prazo e 20% nos de curto prazo, com o acerto no resgate. Os fundos de ações não têm come-cotas: pagam 15% só no resgate.
Previdência privada: PGBL e VGBL
São fundos para a aposentadoria. O PGBL permite deduzir as contribuições da base do imposto, até 12% da renda tributável, para quem faz a declaração completa e contribui para o INSS ou regime próprio; no resgate, o imposto incide sobre tudo. O VGBL não deduz, mas o imposto incide só sobre o rendimento.
Na tributação, há duas tabelas: a regressiva (de 35% a 10%, caindo 5 pontos a cada 2 anos de cada contribuição) e a progressiva (a tabela do IR, com 15% retido no resgate e acerto na declaração). A escolha pode ser feita até o primeiro resgate ou benefício e não pode ser desfeita. Previdência com taxa baixa e prazo longo pode ser útil; com taxa alta, perde para alternativas simples.