Tentar adivinhar o melhor momento de comprar quase nunca dá certo, nem para profissionais. O que funciona para quem investe por décadas é a constância: aportar todo mês, faça chuva ou faça sol.
Aportando sempre, você compra mais quando os preços estão baixos e menos quando estão altos, sem precisar prever nada. E, com o tempo, a disciplina de aportar importa mais do que o rendimento de um ano específico.
Rebalancear pelo aporte
Com os meses, algumas classes sobem mais que outras, e a carteira se afasta da divisão-alvo. Em vez de vender o que subiu para comprar o que ficou para trás, use o aporte do mês: coloque o dinheiro novo no que está mais abaixo do alvo.
Assim, a carteira volta ao equilíbrio sem vender, sem custo de operação e sem imposto de venda, e você naturalmente compra o que está relativamente mais barato.
E quando vender?
Venda tem lugar: quando o motivo da compra deixou de existir (a empresa piorou de verdade), quando chega a hora de usar o dinheiro ou quando a divisão ficou tão desequilibrada que o aporte não dá conta. Vender só porque o preço caiu ou subiu, não.