Lição 2 de 20

Primeiro, as dívidas caras

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Antes de investir, olhe para as dívidas. Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial estão entre os mais altos do país, muitas vezes acima de 100% ao ano. Nenhum investimento comum rende isso.

A conta é simples: quitar uma dívida que cobra 8% ao mês é como ganhar 8% ao mês, sem risco. Investir enquanto essa dívida existe é perder dinheiro com um lado da mão e ganhar menos com o outro.

Uma ordem que funciona

  • Liste todas as dívidas com o saldo, a parcela e a taxa de juros de cada uma.
  • Pague primeiro as de juros mais altos (rotativo, cheque especial, empréstimos pessoais).
  • Troque dívida cara por mais barata quando der: um consignado ou um crédito com garantia costuma cobrar bem menos que o rotativo.
  • Não deixe a fatura do cartão virar rotativo: pague o total.

E o financiamento da casa?

Financiamentos longos, com juros mais baixos e um bem como garantia, são outra história. Muita gente investe enquanto paga o da casa. Amortizar antes do prazo pode valer a pena, mas aí a comparação é entre a taxa do financiamento e o que o investimento rende acima dela.

Teste o que aprendeu

  1. 1. Você tem R$ 2 mil no rotativo do cartão e R$ 2 mil guardados. O que costuma fazer mais sentido?
  2. 2. Na hora de pagar as dívidas, qual vem primeiro?
  3. 3. Por que um financiamento imobiliário é diferente do rotativo do cartão?

Conteúdo educativo, para entender como os investimentos funcionam. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo nem consultoria de investimentos: cada pessoa decide com base nos próprios objetivos, prazos e tolerância a risco.